No dia em que se celebra os 472 anos de São Paulo, encontro no MCI aborda histórias de povos indígenas que habitam e habitaram espaços da cidade; participação é gratuita com retirada de ingresso no site: https://museudasculturasindigenas.org.br/

Encontro acontece na sede do MCI, na zona oeste da cidade de São Paulo.
Foto: acervo MCI
São Paulo, janeiro de 2026 - Durante o feriado de aniversário da cidade de São Paulo, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) realiza uma programação especial que convida o público a refletir sobre as presenças indígenas no território paulista, a memória ancestral e as formas contemporâneas de resistência. As atividades acontecem em 24 e 25 de janeiro e incluem contação de histórias, roda de conversa e encontro formativo, com entrada gratuita. O MCI é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari), em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim.
No sábado, 24 de janeiro, às 11h, o MCI realiza a primeira edição de 2026 do Programa Contação de Histórias MCI, com a artista afro-indígena Jhennifer Willys (Tikuna e Kokama), que conta a narrativa As Aventuras de Lillyn. A história acompanha Lillyn, uma menina afro-indígena curiosa e sonhadora que vive no coração da floresta Amazônica e descobre, ao longo de suas aventuras, formas profundas de diálogo com a natureza, os encantados e os saberes ancestrais. A obra celebra a imaginação, a curiosidade e a escuta sensível do mundo natural.
Jhennifer Willys é artista multidisciplinar nascida em Tefé (AM), às margens do rio Solimões. Atua em diversas linguagens como literatura infantojuvenil, música, dança, artes visuais, moda e gastronomia. Seu trabalho tem como eixo a ancestralidade, a representatividade e a valorização da diversidade cultural, articula arte e educação em diferentes contextos.
Ainda no sábado, às 14h, o MCI promove a atividade “Aýmbêre vive: consciência indígena, território e a política da memória Tupinambá”, em celebração ao Dia Nacional da Consciência Indígena. A conversa com Jennyffer Bransfor (Tupinambá) parte da memória do guerreiro Moru’yxába’assu Aýmbêre Tupinambá, morto em 20 de janeiro de 1567, liderança histórica da resistência indígena contra a colonização portuguesa. O encontro propõe uma reflexão sobre memória como ato político, reafirmação identitária e enfrentamento ao apagamento histórico dos povos originários.
Conhecida também como Bekoy Tupinambá, Jennyffer Bransfor é estrategista em comunicação, ativista e cofundadora da BND Digital, primeira agência de marketing social digital fundada por mulheres indígenas. Sua atuação conecta ancestralidade e inovação, utilizando o ambiente digital como espaço de disputa narrativa e transformação social.
ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO
No domingo, 25 de janeiro, data em que São Paulo completa 472 anos, às 10h30, o MCI realiza a roda de conversa “(Re)Existências indígenas na dinâmica cotidiana de uma metrópole”, com Akayse Fulni-ô (Fulni-ô) e Kerexu Mirin (Guarani Mbya), e mediação de Emerson Baré Puranga (Baré). A atividade propõe uma reflexão crítica sobre a constituição da cidade a partir da perspectiva indígena, aborda o território anterior à colonização, os conflitos históricos e os desafios atuais enfrentados pelos povos originários em contexto urbano.
O encontro dialoga com temas como demarcação de terras, memória, ocupação dos espaços urbanos e a permanência indígena em um cenário marcado por contradições, desigualdades e disputas territoriais. As falas evidenciam que São Paulo como um território indígena vivo, atravessado por histórias de resistência e (re)existência.
HISTÓRICO
A cidade de São Paulo surgiu a partir de uma missão dos jesuítas portugueses em 1554, com a formação do Colégio de São Paulo de Piratininga, atual Pateo do Collegio. A fundação da capital foi um processo de ocupação e exploração de terras já habitadas por povos indígenas.
Hoje, a capital paulista é a que concentra também o maior número de etnias indígenas, 194, seguida por Manaus, 186; Rio de Janeiro, 176; Brasília, 167 e Salvador, 142. Fora das capitais, destacam-se em número de etnias Campinas (SP), 96; Santarém (PA), 87; e, Iranduba (AM), com 77 etnias. Os dados são do Censo Demográfico 2022 - Etnias e línguas indígenas, do IBGE.
SERVIÇO
Todos as atividades são gratuitas com retirada de ingresso no site: https://museudasculturasindigenas.org.br/
Sobre o MCI
Localizado na capital paulista, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari – Organização Social de Cultura, em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Aty Mirim.
Museu das Culturas Indígenas
Endereço: Rua Dona Germaine Burchard, 451, Água Branca – São Paulo/SP
Telefone: (11) 3873-1541
E-mail: contato@museudasculturasindigenas.org.br
Site: www.museudasculturasindigenas.org.br
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