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Programa triplo traz estreias de coreografias no Sesc Santo Amaro 


“3 X 1”, do grupo Divinadança, tem direção geral de Andrea Pivatto; serão apresentados na sequência: Tenebrae, de Jaruam Xavier, inspirado em um antigo ritual da igreja que remonta há mais de mil anos; Homeostase, de Guilherme Riku, a partir das danças urbanas; e Sutra, de Andrea Pivatto, baseada nos ensinamentos filosóficos transmitidos de uma geração a outra.  

No começo de março, o Sesc Santo Amaro recebe a estreia de “3 X 1: Tenebrae, Homeostase e Sutra”, que reúne coreografias inéditas do Grupo Divinadança, com direção geral de Andrea Pivatto. A apresentação acontece nos dias 7 e 8 de março de 2025; sexta, às 21h, e sábado, às 20h. As apresentações acontecem no Teatro da Unidade e os ingressos custam R$18 (credencial plena), R$30 (meia entrada) e R$60 (inteira), no aplicativo Credencial Sesc SP ou nas bilheterias das Unidades.

O projeto “3X1” reitera a proposta estética e artística do Divinadança de sempre fazer com que diferentes criadores participem da trajetória da companhia, criando peças que vão integrar seu repertório. Nessa estreia, as três novas obras trazem seus olhares sobre assuntos contemporâneos, com abordagens híbridas.

O Grupo Divinadança foi formado em outubro de 2007 na cidade de São Paulo e é uma companhia independente de dança com abordagem contemporânea. Tem o diferencial de possuir um repertório eclético por meio da criação de diferentes coreógrafos.

Mais informações e fichas técnicas das coreografias: 

Tenebrae, de Jaruam Xavier.

TENEBRAE é uma pesquisa coreográfica livremente inspirada em um antigo ritual religioso.

Incorporando movimentos inspirados em rituais, a obra convida o público a uma

profunda reflexão sobre a vida, a morte e o papel da espiritualidade. Com música do compositor

francês, clarinetista, e designer de música eletrônica Jean-Charles François, o trabalho se inspira

no sincretismo da música eletrônica com instrumentos acústicos.

A intenção é encenar um ritual onde a luz é gradualmente apagada, simbolizando a jornada da

humanidade em busca de si mesma ou a ausência dessa busca. Na escuridão total, o público é

convidado a experimentar um momento de intensa introspecção, conectando-se com os

mistérios da existência e com os ciclos da vida e da morte, destacando uma

experiência sensorial e emocional intensa. A coreografia busca proporcionar uma jornada

transformadora, que estimula a reflexão sobre os próprios medos, desejos e questionamentos

sobre a vida e a morte.

Coreografia, figurino: Jaruam Xavier

Assistente de criação e ensaio - Julie Endo

Luz: Zullu

Elenco: Anna Elena Agazzi, Carolina Verzolla, Danilo Castorino, Felipe Assunção, Isabella

Matsuda, Marví Oliveira (estagiário), Rubens Silva, Thiago Andrade, Victor Cestari

Homeostase, de Guilherme Riku

HOMEOSTASE explora o movimento como reflexo da busca incessante do corpo humano por

equilíbrio. Em um ciclo contínuo de adaptações, a obra traduz a complexidade de viver em

constante transformação. Cada encontro, vivência e experiência são momentos de reorganização

de espaço e tempo, onde o corpo físico e emocional equaliza energias e reconfigura suas

dinâmicas. Esta criação, revela a humanidade em seu estado mais visceral: o ato de

escolher, de se adaptar e de se reinventar, um loop constante que oscila entre a intensidade e a

linearidade. A peça convida o espectador a refletir sobre os desafios e a beleza intrínseca do

equilíbrio em meio às mudanças que moldam a existência.

Coreografia, Trilha e figurino: Guilherme Riku

Luz: Zullu

Elenco: Felipe Assunção, Rubens Silva, Thiago Andrade, Victor Cestari

Sutra, de Andrea Pivatto 

SUTRA vem do verbo em sânscrito siv que significa costurar. Em tese, Sutra é um texto sagrado que contém ensinamentos transmitidos através das gerações e visa principalmente a libertação do espírito. Na abordagem do grupo, Sutra é referência quando centraliza a busca pelas ligações que se

estabelecem e que conectam pessoas, situações. Cinco palavras estão implícitas nesta pesquisa voltada à experiência de libertação: forma, sensação, volição (livre arbítrio e ação), percepção e consciência. Sutra é baseada nos ensinamentos filosóficos de uma geração a outra, o que nos aproxima do futuro e do passado ao mesmo tempo fazendo do presente a presença; aquela que liberta porque nos faz conscientes de nós e do outro, do que nos cerca, do que existe em totalidade.

Sutra é legado de existência, futuro que depende do hoje e do que nos fez nós, mais laços e fios

do que amarras e códigos. Sutra é sobre existência e busca, sobre encontro e percepção do todo

e do nada, do vazio silencioso que grita e recomeça.

Coreografia e Desenho de Luz: Andrea Pivatto

Iluminação: Zullu

Trilha: Arvo Pärt, Szymon Brzóska, Dub Sutra

Elenco: Anna Elena Agazzi, Beatriz Aureliano, Carolina Verzolla, Danilo Castorino, Felipe

Assunção, Isabella Matsuda, Rubens Silva, Thiago Andrade, Victor Cestari

Serviço:

3×1: Tenebrae, Homeostase e Sutra 

com grupo Divinadança 

Direção geral: Andrea Pivatto 

Dias 7 e 8 de março de 2025, sexta-feira, 21h, sábado, 20h.

Duração: 90 minutos (com intervalo)

Ingressos: R$60 (inteira), R$30 (meia entrada) e R$18 (credencial plena) através do aplicativo Credencial Sesc SP ou nas bilheterias das Unidades

Classificação indicativa: 12 anos

Sesc Santo Amaro

Rua Amador Bueno, 505, Santo Amaro, São Paulo (SP) 

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 21h30 | Sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30. 

Como Chegar de Transporte Público: 300m a pé da Estação Largo Treze (metrô), 900m a pé da Estação Santo Amaro (CPTM), 350m a pé do Terminal Santo Amaro (ônibus).

Acessibilidade: A praça dá acesso a todos os andares (subsolo | térreo | 1º pav. | 2º pav.) do prédio e aos espaços de atividades por meio de dois elevadores. A Unidade possui banheiros e vestiários adaptados para pessoas com mobilidade reduzida, espaço reservado no Teatro e conta com seis vagas especiais no estacionamento.

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