Cultura

Moradores e artistas realizam ato com diversas atividades culturais em Perus

1º Ato Artístico realizado em 2012 Foto: Arthur Gazeta

 

Em sua 4ª edição, o Ato Artístico Coletivo Cimento Perus celebra a memória da luta dos trabalhadores da Fábrica de Cimento Portland Perus e comemora o aniversário de 2 anos da Ocupação Artística Canhoba, com atividades culturais gratuitas e a presença do Teatro Popular União Olho Vivo.

 


 

Entre os dias 18 e 25 de Fevereiro o Grupo Pandora de Teatro, integrante do Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus, realiza com o apoio da 30ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, o 4º Ato Artístico Coletivo Cimento Perus, com ações de reflexão e fruição artística na Ocupação Artística Canhoba e Biblioteca Municipal Padre José de Anchieta no bairro de Perus, zona noroeste da capital.

 

 

Ocupações culturais

 

A abertura do evento, no dia 17, às 14h, na Ocupação Artística Canhoba, fica por conta da “OcupAção: Roda de Conversa sobre ocupações de espaços públicos ociosos por coletivos culturais” que terá como convidados Aluízio Marino e integrantes dos coletivos ocupantes do Espaço Cultural CITA, Ocupação Artística Canhoba, Ocupação Cultural Mateus Santos, entre outros. Em seguida às 17h o grupo Bando Trapos apresenta seu espetáculo “Foi o que ficou… do bagaço” na Praça Canhoba.

 

 

2º Ato Artístico em 2014. Foto: Nelson de Souza

 

Para as Crianças

 

O segundo dia (18), a partir das 14h, será marcado por atividades voltadas ao público infantil na área externa da Ocupação, com a presença do coletivo Código de Arte, que assumirá as brincadeiras com as crianças, além de intervenções com os Palhaços Cangica, Marcha Lenta e Warislov (Angélica Müller, Guilherme Padilha e Filipe Pereira), apresentação de Break com STS Kids, show com Bolero Freak que se dedica a interpretar as músicas do consagrado álbum Tropicália ou Panis Et Circenses. Para encerrar esse dia festivo haverá a inauguração do cinema a céu aberto da Ocupação com a exibição do filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin.

 

 

Aula pública – Ditatura Militar

 

Na quarta-feira, 21, às 19h, vai rolar a Aula pública sobre Desaparecidos Políticos com Janaína de Almeida Teles, doutora em História pela USP, filha de Maria Amélia de Almeida Teles, foi presa política quando tinha cinco anos de idade, junto com os pais. Esta atividade é parte do Núcleo de Pesquisa e criação “Reminiscências: A vala clandestina de Perus e a ditadura militar brasileira”, do Grupo Pandora de Teatro e acontecerá na Ocupação.

 

 

 

Centro de Memória

 

Para o sábado, 24, está agendada a inauguração simbólica do Centro de Memória do bairro, na Biblioteca Municipal Padre José de Anchieta, fruto de desejo popular. Neste dia também será realizada uma Intervenção Poética seguida da conversa pública “Cimento Perus: qual o sentido da resistência?” com membros do Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento Perus. Como parte das atividades do Ato, será lançado um livreto sobre a fábrica de cimento e sua importância, que será distribuído em escolas da região, posteriormente.

 

 

Apresentações Teatrais

 

No domingo, 25, às 14h, haverá apresentação do espetáculo “Teatro a La Carte“, livre para todos os públicos, com o grupo Santa Víscera Teatro, na Praça Canhoba. Neste dia, o evento contará também com a presença de um dos mais antigos grupos de teatro popular em atividade das Américas: O Teatro Popular União e Olho Vivo, coletivo fundado em 1966, que, em 1979, montou o espetáculo “Bumba meu Queixada”, inspirado no movimento dos trabalhadores do bairro. Às 16h, realiza a intervenção “Os Queixadinhas”. Esta é a 1ª vez que o grupo se apresenta no bairro, a convite do Grupo Pandora de Teatro, que por sinal retoma seu espetáculo “Relicário de Concreto” para esta celebração, fechando assim a programação.

 

Importância histórica

 

Criada em 1926, a Companhia de Cimento Portland Perus foi a 1ª indústria cimenteira de grande porte do Brasil e principal abastecedora da matéria-prima até a década de 30. Das cerca de 500 mil toneladas produzidas no país no período, pelo menos 125 mil vinham de Perus. Foi palco também da greve de sete anos, realizada pelos sindicalistas denominados Queixadas em plena ditadura militar. Ao fim da longa reivindicação, os grevistas receberam os salários atrasados e tiveram ainda o direito de voltar ao trabalho. A indústria foi fechada definitivamente em 1987 e tombada como patrimônio histórico da cidade em 1992. Desde então, o prédio vem sendo deteriorado a cada dia (saiba mais).

 

Para a história não ser esquecida, há mais de 30 anos os moradores, ex-operários, viúvas e filhos de Queixadas lutam para transformar o espaço em um Centro de Lazer, Cultura e Memória do Trabalhador. Em 2013, essa causa ganhou novo sentido, com o Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus, que reúne os já ativos militantes e os novos simpatizantes da causa, incorporando nas reivindicações a construção de uma Universidade Livre e Colaborativa e centros de pesquisa para agregar o conhecimento comunitário.

 

 

3º Ato Artístico em 2015 – Ilú Obá de Min. Foto: Nelson de Souza

VEJA ABAIXO A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

 

1º Dia – 17 de Fevereiro 2018 (sábado)

Local: Ocupação Artística Canhoba – Cine Teatro Pandora

 

14h às 17h – OcupAção: Roda de Conversa sobre ocupações de espaços públicos ociosos por coletivos culturais. Com: Aluízio Marino, Espaço Cultural CITA, Ocupação Artística Canhoba, Ocupação Cultural Mateus Santos, entre outros.

17h – Espetáculo teatral “Foi o que ficou… do bagaço” com Bando Trapos.

 

 

2º Dia – 18 de Fevereiro 2018 (domingo)
Local: Ocupação Artística Canhoba – Cine Teatro Pandora

 

14h às 17h – Recreação infantil com coletivo Código da Arte, Intervenções de Palhaço com: Cangica, Marcha Lenta e Warislov (Angélica Müller, Guilherme Padilha e Filipe Pereira) e apresentação Break com STS Kids.

17h – Show “Tropicália ou Panis et Circenses” com Bolero Freak

19h – Cinema a céu aberto filme: “Tempos Modernos” – Charles Chaplin

 

 

3º Dia – 21 de Fevereiro 2018 (quarta-feira)

Local: Ocupação Artística Canhoba – Cine Teatro Pandora

 

19h às 22h – Aula pública sobre Desaparecidos Políticos com Janaína de Almeida Teles, atividade integrante do Núcleo de Pesquisa e criação “Reminiscências: A vala clandestina de Perus e a ditadura militar brasileira” do Grupo Pandora de Teatro.

 

4º Dia – 24 de Fevereiro 2018 (sábado)

Local: Biblioteca Padre José de Anchieta

16h às 18h – Intervenção poética + Inauguração do Centro de Memória + Conversa pública: “Cimento Perus: qual o sentido da resistência?” com Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento Perus e lançamento de publicação.

 

 

5º Dia – 25 de Fevereiro 2018 (domingo)
Local: Ocupação Artística Canhoba – Cine Teatro Pandora

 

14h – Espetáculo “Teatro a La Carte” com Santa Víscera Teatro

16h – Espetáculo “Os Queixadinhas” + Roda Conversa com Teatro Popular União e Olho Vivo.

19h – Espetáculo “Relicário de Concreto” com Grupo Pandora de Teatro seguido de bate-papo.

 

Serviço

4º Ato Artístico Coletivo Cimento Perus
Datas: de 18 a 25 de fevereiro
Entrada: Gratuita
Locais:
Ocupação Artística Canhoba – Cine Teatro Pandora, Rua Canhoba, 299 – Vila Fanton – Perus

Biblioteca Municipal Padre José de Anchieta, Rua Antônio Maia, 651 – Perus

E-mail: grupopandoradeteatro@yahoo.com.br

Sites: 

http://grupopandora.blogspot.com.br/

https://movimentofabricaperus.wordpress.com/

Facebook:

https://www.facebook.com/ocupacaoartisticacanhoba/

https://www.facebook.com/grupopandora.deteatro/

 

Sobre o Ato Artístico:

http://grupopandora.blogspot.com.br/p/ato-artistico.html

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