Cultura

Catálogo “(Re) Conhecendo a Amazônia Negra

Os azuis de Nicacia – Quilombo de Vila Bela (2015)
Crédito: Marcela Bonfim

CAIXA Cultural São Paulo lança catálogo sobre populações negras da Amazôniadia 20 de novembro, com a presença da fotógrafa Marcela Bonfim

 

 

Gratuita, a publicação integra a programação da exposição (Re)Conhecendo a Amazônia Negra, de Marcela Bonfim, em cartaz na CAIXA Cultural São Paulo até 17 de dezembro

 

 

São Paulo, novembro de 2017 – A CAIXA Cultural São Paulo realiza no próximo dia 11  20 de novembro (segunda-feira), às 11h, o lançamento do Catálogo “(Re) Conhecendo a Amazônia Negra”, da fotógrafa Marcela Bonfim, com bate-papo sobre sua vivência e processo de produção fotográfica na região desde 2013.

 

Com distribuição gratuita, a obra traz retratos, artigos e histórias de vida das pessoas que Marcela encontrou em seu percurso pela Amazônia nos últimos quatro anos. Dividido em duas partes, a publicação reflete sobre a diversidade negra presente na Amazônia partindo do conceito de “gradiente negro” para exemplificar a miscigenação presente neste território.

 

“Lançar o catálogo é um caminho para multiplicar o poder de alcance desta discussão, uma vez que a escrita possibilita ampliar a reflexão sobre os diferentes aspectos da negritude amazônica, brasileira, fazendo deste um registro importante para a memória das populações negras. Com isso, é possível propor uma outra condição de debate, que parta de nós mesmos, com aspectos da nossa história, como sempre deveria ser tratada a história do negro.  Podemos ser centro e protagonistas, assim como é o caso de Rondônia na pauta da Amazônia Negra”, aponta Bonfim.

 

Nas mais de 60 páginas que compõem o livro, é possível encontrar ainda fotos e textos que versam sobre as mais diversas religiosidades presentes na vida das populações negras do local e quão importante são essas manifestações para a formação cultural brasileira.

 

Exposição (Re)Conhecendo a Amazônia Negra

 

O lançamento da publicação integra a programação da exposição (Re)Conhecendo a Amazônia Negra – povos, costumes e influências negras na floresta, que fica em cartaz na CAIXA Cultural SP até 17 de dezembro. Organizada em dois núcleos, a instalação proporciona um verdadeiro mergulho na cultura e subjetividade dos povos negros da Amazônia, trazendo histórias de vida e também de expressões religiosas de matriz africana. Ao todo, são 55 retratos que trazem de maneira sensível e original as expressões dos grupos que Marcela encontrou em sua trajetória,  dentre eles remanescentes quilombolas, afro-indígenas, barbadianos, haitianos e indígenas. Marcela visitou também terreiros e festejos religiosos na região do Vale do Guaporé (RO), em um processo que coincidiu com o próprio reconhecimento da fotógrafa enquanto mulher negra. Nesta edição, a exposição traz também imagens do Mato Grosso (MT), Maranhão (MA) e Pará (PA).

 

Sobre os povos negros na Amazônia

A população negra amazônica foi constituída a partir de 1750 com o povoamento do Vale do Guaporé – que fica entre a Floresta Amazônica e Pantanal – por negros escravizados vindos de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), em decorrência do ouro e da construção do aparato colonial de defesa militar “Forte Príncipe da Beira”. A partir de 1870, outras migrações negras, principalmente do Pará e do Maranhão, chegaram à região para a extração da borracha e de minérios e metais preciosos nos períodos conhecidos como “Ciclo do Ouro” e “Ciclo da Borracha”. Entre 1873 e 1912, trabalhadores barbadianos contribuíram com mão de obra qualificada para a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Esse foi considerado o primeiro fluxo migratório livre negro no Brasil e foi um elemento importante, principalmente, nas áreas da saúde, da educação e da religiosidade. E, a partir de 2011, imigrantes negros haitianos passaram a habitar a região norte e se espalhar pelo Brasil após fluxo migratório que ocorreu por conta dos desastres e demais dificuldades que enfrentavam em seu país naquele momento.

 

Sobre a fotógrafa Marcela Bonfim

Fotógrafa, Marcela Bonfim, 34, é formada em Ciências Econômicas (2008) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e é especialista em Direitos Humanos e Segurança Pública (2011) pela Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR). A fotografia entrou em sua vida no processo de resgate de sua identidade enquanto mulher negra, quando foi morar em Rondônia e entrou em contato com diferentes culturas, principalmente a dos barbadianos. Foi por meio das lentes que ela se aproximou das religiões de matriz africana e também de populações em situação de vulnerabilidade, fazendo de seu trabalho um espelho para si mesma.

 

Ficha Técnica do Catálogo “(Re)Conhecendo a Amazônia Negra” Produção: Avangi Cultural Idealização e imagens: Marcela Bonfim Projeto gráfico: Bárbara Batista Textos: Amanda Prado, Ana Aranda, Lilian Campelo, Marcela Bonfim e Mônica Cardim, Ana Maria Ramos Tradução para o inglês: Denise Cooke e Daniel Cooke

Ficha Técnica da Exposição

Realização: CAIXA Cultural

Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Produção: Avangi Cultural

Artista: Marcela Bonfim

Produção Executiva: Amanda Prado

Projeto Expográfico: Aline Arroyo

Montagem: Ladun Produção e Montagem

Projeto Gráfico: Bárbara Batista

Assessoria de Imprensa: Jéssica Moreira e Thais Siqueira

Textos: Ana Aranda e Monica Cardim

Tradução para o inglês: Denise Cooke

Registro: Tally Campos e Michele Saraiva

Curadoria Coletiva: Marcela Bonfim, Talita Ribizi, Aline Arroyo e Michele Saraiva

 

Serviço

Lançamento do catálogo “Amazônia Negra” e bate-papo com a fotógrafa Marcela Bonfim Data: 20 11 de novembro, segunda-feira, às 11h Local: CAIXA Cultural São Paulo  Praça da Sé, 111 Centro – São Paulo – SP – próxima à estação Sé do Metrô)

Exposição (Re)Conhecendo a Amazônia Negra – Marcela Bonfim

Local: CAIXA Cultural São Paulo  Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo – SP – próxima à estação Sé do Metrô)

Visitação: de 7 de outubro a 17 de dezembro (terça-feira a domingo) – Haverá visitação na segunda-feira, 20 de novembro, feriado do Dia da Consciência Negra.

Horário: 9h às 19h

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Entrada franca

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa Econômica Federal